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O Relatório Anual de 2006 da AES Tietê traz uma inovação, fruto da decisão de, nesse ano, concentrar e unificar as informações econômicas, ambientais e sociais em um Relatório de Sustentabilidade. Tal iniciativa reside na crença em que sustentabilidade e perenidade da atividade-fim – a prestação de um serviço público – sedimentam-se sobre três pilares: desenvolvimento social, preservação do meio ambiente e boas práticas econômico-financeiras, fatores que devem estar incorporados ao cotidiano das práticas adotadas pela Companhia. ![]() Em sintonia com esse princípio, a AES Tietê tem investido continuamente para elevar sua excelência operacional, com vistas a gerar energia de maneira segura e socialmente responsável. Dessa forma, as páginas a seguir incluem informações relativas à gestão da Companhia, com dados econômico-financeiros e operacionais integrados à sua atuação nas áreas de Responsabilidade Social e Ambiental. Os assuntos apresentados neste Relatório não estão rigidamente divididos entre diferentes áreas, como operações, gestão administrativa, econômico-financeira, social ou ambiental, pois as rotinas dessas áreas se integram na condução da atividade da Companhia. “A visão de sustentabilidade da AES Tietê, assim como das demais empresas do Grupo AES, sedimenta-se sobre três pilares: econômico, social e ambiental, que agem e interagem entre si. Sob esse prisma, a Companhia desenvolve suas atividades a partir de boas práticas econômico-financeiras, com vistas a contribuir para o desenvolvimento social das regiões em que atua, além de manter seu compromisso com preservação do meio ambiente, conservando e restaurando recursos ambientais impactados por suas atividades. Para a Companhia, o equilíbrio entre esses fatores garantirá a sustentabilidade e a perenidade de sua atividade-fim, que é prestar, de forma responsável, um serviço público à sociedade: a geração de energia.” As empresas do grupo AES no Brasil trabalham para aperfeiçoar cada vez mais o relato de suas ações e práticas voltadas ao meio ambiente e à sociedade, um compromisso fundamental com o desenvolvimento sustentável, reforçado pelo fato de o grupo operar basicamente com energia renovável.Em sintonia com tal visão, há dois anos, foi tomada a decisão de iniciar o processo de adesão progressiva às diretrizes estabelecidas pela Global Reporting Initiative (GRI), organização que propõe o único modelo de relatório de sustentabilidade aceito internacionalmente. Ao aderir às diretrizes GRI, o objetivo da Companhia é publicar um Relatório que apresente rigor, aplicabilidade e comparabilidade das informações contidas em relatórios de sustentabilidade. A GRI foi criada em 1997 como uma iniciativa conjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização não-governamental Ceres (sigla em inglês para Coalizão por Economias Ambientalmente Responsáveis), com o objetivo de elevar as práticas de relatórios de sustentabilidade a um nível de qualidade equivalente ao dos relatórios financeiros. Com essa abordagem, espera-se que investidores, analistas de mercado e a sociedade civil organizada passem a considerar em suas avaliações sobre o desempenho das empresas não apenas as informações econômico-financeiras, mas também as sociais e ambientais. Este Relatório Anual tem a Sustentabilidade como conceito-base e é dirigido aos seguintes públicos de relacionamento da AES Tietê: Foco principal: investidores, financiadores, agentes do setor elétrico, organizações do Terceiro Setor, organismos governamentais; Outros públicos de relacionamento: funcionários, clientes, comunidade, fornecedores, imprensa, universidades brasileiras. O foco principal foi definido em função da maior demanda por informações da Companhia a partir desses grupos de públicos. O guia para elaboração de relatórios GRI também procura integrar diversas iniciativas alinhadas ao desenvolvimento sustentável, como códigos de conduta, Pacto Global, padrões de desempenho (SA 8000), padrões de governança (OECD – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), sistemas de gestão (ISO), entre outras. A adesão ao modelo internacional é voluntária.
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